Mr. Nobody



"Tudo poderia ter sido outra coisa, e seria um elemento igualmente importante"
                                                              Tennessee Williams



Um filme de Jaco Van Dormael.
Canadá, 2009, Drama/Ficção Científica, 138 minutos.

O que havia antes do big bang? Será que o antes existia?

Segundo Nemo, não havia nada, pois nada pode existir quando o tempo não existe. O tempo é resultado da expansão do universo. O que será que acontece quando o universo para de se expandir? Será possível a reversão? Qual será o tempo natural?

Se o universo possui diversas dimensões espaciais e apenas uma dimensão temporal, então podemos imaginar que no começo todas as dimensões estavam embaralhadas.

*Se vivemos num universo com tantas dimensões, como podemos fazer a distinção entre ilusão e realidade?

O tempo, como conhecemos, é a dimensão que vivemos em apenas uma direção. Mas, quem pode afirmar que as outras dimensões espaciais não são também temporais?

Já imaginou se é possível que tenhamos vidas em outros espaços?

Você tem certeza que existe? Poderias ser apenas uma ilusão.

Em um futuro não muito distante, Nemo Nobody (Jared Leto) tem 120 anos de idade e é o último mortal a conviver com as pessoas imortais.
Uma espécie de psicanalista tenta desvendar a sua mente, saber quem ele é e como era a vida dos mortais. 


Lembre-se...
Lembre-se...

Tudo esta embaralhado na cabeça de Nemo. Através da hipnose, consegue reaver alguns aspectos de sua existência. Relembra seus anos reais e imaginários de casamento. Seu nascimento, a família, os casamentos, três grandes amores. Os filhos. Os desejos. As circunstâncias por traz de cada escolha.

Como fazer uma escolha? Como saber que é a opção certa?

Enquanto não se escolhe, tudo permanece possível. Nemo achava que poderia prever o futuro em um momento de sua adolescência. Mais adiante, ele sabia que cada escolha tinha um determinado fim, então ele usava uma moeda para ver o lado que surgia. Via no acaso a possibilidade do acerto.

De todos os amores, um. Anna. De todas as vidas possíveis, só uma - com Anna.



As diferentes tomadas de cenas, a criatividade das construções, a variedade de informações, tudo deixa a história muito curiosa. Por exemplo, tem uma episódio em que o levam pra floresta, morto. A fotografia que comumente é vista na horizontal passa para a vertical, dando uma sensação totalmente alterada de sentido.

*Sabe o que dizem: Que tudo dá certo no fim - até as coisas ruins.

Em muitos momentos ficamos confusos com a aglomeração de cenas. Mas a mistura de histórias de um único personagem alcança sentido quando sabemos que eram fragmentos de uma memória (não esquecida).

Quem pode afirmar que o que vivemos agora já não é parte do passado?
O que descobrimos? Que tudo era obra do Arquiteto. Qual arquiteto? Ora, a criança de nove anos que escrevia quando tinha medo.
Mas será que Nemo realmente fez as escolhas certas? Ele foi o seu melhor? Ao meu ver sim, mas todas as vidas tinham tristezas. Mesmo com Anna, o grande amor que nunca estava lá.

*Cada caminho é o correto.

Pode haver vida após a morte? Quem disse que ela existe? Isso que pensamos que ocorre é a visão precária de seres que se encontram longe do grande SER em realidade.
Já pensou:
Você não existe. Nem eu.
Alguém nos criou apenas por seu desejo e necessidade.
Todos temos que fazer uma escolha difícil. No jogo de xadrez há um momento chamado de "enrascada" quando a única jogada certa, é não se mexer.


Este é o dia mais bonito da minha vida. A morte.

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, cidade das mais belas canções, inspira à poesia. São muitos os contrastes e grandes as belezas. Estar nesta cidade é experimentar sensações múltiplas. É preciso um bom planejamento pois se paga bem por este luxo. Tudo é mais caro do que em Porto Alegre - mercado, hospedagem, transporte. E a qualidade dos produtos frescos é bem inferior as delícias da feira gaúcha. Entretanto, há meios que funcionam bem melhor do que aqui - como os ônibus (por exemplo). As estações são numeradas (R1, R2 e R3). Na parede, há uma lista com o nome dos veículos que passam no ponto. É possível percorrer quase todo o Rio através do transporte coletivo. O detalhe é o frio em excesso do ar condicionado. Não dá pra esquecer de levar uma mantinha na sacola.
Ficamos em Copacabana. Leblon e Ipanema são mais contemporâneos, com construções recentes e muito comércio. É possível percorrer toda a orla desses três bairros caminhando. Copacabana já é bem mais histórica e sua praia é a mais bela. É a única que tem uma vista em ângulo, favorecendo uma ótima observação das ilhas e dos contornos do mar.
Depois de muito pesquisar sobre onde se instalar, optamos pelo Rio pra Você. O lugar é bem pequeno, simples, e muito limpo e organizado. Tem uma boa posição solar e fica a duas quadras da praia. O lugar está bem pertinho do Forte de Copacabana e a alguns passos de Ipanema. O preço da diária foi muito bom (levando em consideração os altos aluguéis). É uma boa opção pra quem vai pra cidade.
Studio Flat - Rua Julio de Castilhos, 55/902. Posto 6. Telefones: (21)92254011 - com Sérgio e Ane.
Nesses dias, saboreamos pratos incríveis de alguns dos chefs mais bem conceituados do Rio. A sorte foi estar na cidade bem no momento do Rio Restaurante Week. São vários estabelecimentos com pratos promocionais (como ocorre em outras cidades do país). Apesar das tentações continuamos "do mesmo tamanho" devido as extensas caminhadas e também pelo serviço à francesa.  
Também estava ocorrendo o Festival Ingmar Bergman (de 08 de maio a 10 de junho) no CCBB. É a maior retrospectiva desse diretor sueco já realizada no país. Além dos mais de 40 longas, curtas, documentários inéditos e filmes para a televisão, também ocorre palestra com o documentarista sueco Stg Björkman e curso ministrado pelo crítico Sérgio Rizzo, abordando as fases da carreira do diretor.
Por último, no Forte de Copacabana, ocorreu o VII Rio Harp Festival, com músicos de diferentes partes do mundo. Ocorreram apresentações diárias, gratuitas, três vezes ao dia. Foram 500 fotografias, mas selecionei apenas algumas pra lembrança...       




Vista lateral direita do quarto - praia de Copacabana.


Lateral esquerda.








Arcos da Lapa








Santa Teresa

É um bairro muito interessante no alto do morro. Há vários restaurantes e shows na noite.
Fomos para o almoço e a escolha foi muito boa.
Este é o restaurante Espírito Santa.
Fica na Almirante Alexandrino (que é a rua principal do bonde), 264.









Este vinho foi uma novidade. Um excelente Torrontés.























Esculturas na área externa do Museu Chácara do Céu



Ponte Rio - Niterói (16 kilômetros de extensão)

















Entrada Pão de Açucar


Teleférico

































Este restaurante em Copacabana tem uma vista sensacional. Fica numa cobertura no andar 30. Vale muito conhecer.
Restaurante Skylab. Av. Atlântica, 3264. Telefone (21) 21061666. É bom reservar antes e pedir uma mesa na lateral.
Os pratos são bem servidos, o atendimento é muito bom e a culinária fantástica.
Chef Jean Yves Poirey.
No site do restaurante tem uma bela imagem do interior.









Copacabana Palace














Restaurante Opium - Ipanema










Museu Nacional de Belas Artes







Trabalho que estava no MARGS


























Fotografia de Bertrand - Ipanema no verão

























Detalhe do chão do restaurante
















































Almoço no Restaurante Vizta, em Ipanema. 
Também com uma bela vista da praia.

















Panorama do Skylab de noite











Uma das esculturas de areia na praia