Filme - Um psicólogo


Direção de Jonas Pate.
Não é um filme que eu indicaria. Ele até que é interessante em algumas partes. Mas acredito que poderia ser "pesado demais" para muitas pessoas. Em todas as cenas praticamente, tem alguém fumando ou usando drogas mais fortes. Poluição. Mas no fim, pensamos sobre a importância do objetivo de vida. Até que ponto se vive apenas em relação ao outro? A perda de alguém próximo. Como lidar com o suicídio de uma pessoa amada? A superficialidade da fama. 
Kevin Spacey é Henry Carter, psicólogo de celebridade em Los Angeles. Em sua lista de clientes estão: uma famosa atriz, Kate Amberson, um jovem escritor descontrolado e inseguro, Jeremy, e um agente obsessivo-complusivo, Patrick. Desiludido com sua carreira e vida pessoal, a única esperança de salvação para Henry poderia ser de seu primeiro caso fora das celebridades, porém uma problemática garota, Jemma. Mas considerando o seu atual estado de espírito, Henry estará pronto para os problemas da vida real de alguém que vive longe das colinas de Hollywood?

Bem marcante a parte em que o psicólogo escreve um livro sobre a felicidade. Sua obra é um sucesso de venda e ele acha incrível que as pessoas comprem e leiam tais considerações. Para ele, não há respostas sobre como ser feliz. Tudo não passa de uma fraude. Com o tempo, sequer ele ainda lembrava do que tinha escrito. Fica a questão: para que escrever sobre aquilo que não acreditas? Para ele foi uma tentativa de consolo, assim como muitas pessoas esperam dos livros de auto ajuda. 
Até pode funcionar por um tempo, mas em muitos, a mente em sua profundidade continua em sua mesma direção.
Como na música, cada um sabe a delícia ou a dor de ser o que se é. 

Filme - Mãos talentosas

Ben Carson era um menino pobre de Detroit, desmotivado, que tirava más notas na escola. Vivia com a mãe e o irmão em uma pequena casa. Na escola, era motivo de riso pelos colegas. Suas notas eram baixas. Entretanto, com o tempo e devido ao incentivo de sua mãe, mudou drasticamente sua forma de ver os estudos e a vontade de ser alguém importante no mundo. Aos 33 anos, ele se tornou o diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore, EUA. Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses, unidos pela parte posterior da cabeça - uma operação complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e vinte e duas horas de cirurgia. Sua história, profundamente humana, descreve o papel vital que a mãe, uma senhora de pouca cultura, mas muito inteligente, desempenhou na metamorfose do filho, de menino de rua a um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo.

A história fica como um belo exemplo de vida para a humanidade. Talvez até o papel da mãe emocione mais do que a atuação do personagem principal. Uma mãe que teve consciência das dificuldades pelo qual passou e motiva seus dois filhos para que tenham um futuro diferente e respeitável. Com o tempo ela conseguiu que suas crianças já não ficassem mais na frente da TV. Tiveram que escolher apenas um programa preferido por semana. Além disso, a cada sete dias, tinham que ler para ela o resumo de um livro emprestado da biblioteca. Interessante é que com o hábito de ler, eles começaram a ter gosto pelas histórias e a imaginar situações. O programa de televisão favorito, uma comédia de pergunta e resposta, já não tinha mais graça.
Fica como marca a potência do incentivo. Do desejo forte de uma vida próspera aos filhos. Uma mulher que trabalhava como faxineira, não sabia ler, mas era tão elegante e convicta em sua moralidade que até chega a contrastar com a ambiguidade da situação.
É uma história emocionante para quem aprecia momentos de superação.
  

*Filme - Um Buda


"Nada há para ser conquistado, apenas ignorância por ser removida".
(Ramana Maharshi)

É um filme bem interessante pra quem gosta de uma boa reflexão filosófica.
A história tem como foco as diferenças entre dois irmãos que moram em Buenos Aires. Um deles é espiritualista, medita e faz jejum. O outro é professor de filosofia - um racionalista que questiona a existência de Deus.
Cada qual na sua rotina quando a busca por respostas acaba por aproximá-los e a despertar o Ser em ambos.
Há passagens lindas sobre a alma, mensagens para a vida. Destaque para os diálogos sobre filosofia. Segundo um personagem, a grande diferença entre a filosofia do ocidente do oriente é que aqui qualquer um pode passar palavras sábias enquanto seus atos são insanos. Ao contrário, no oriente, é a prática que conduz ao caminho iluminado.

"A transitoriedade das coisas que mais estimas pode inspirá-lo a buscar algo que não lhe possa ser tirado".
(Tarthang Tulku)

Detalhes da praia

Cores

Repetição

Movimento

Permanência

Contrastes

Meio

Panquecaria Imbé

Delícia

Jardim

De passagem

Imaginação

Confluencias

Repouso

Procura

Delicadeza

Em Farroupilha por uma semana

Novamente na estrada.
Com todo esse calor, nada como respirar o ar fresco da serra.
Andanças.
Sacola, livro, caderno de notas, câmera fotográfica. Tudo se repete.
Mas temos novidades.
Cordões, bolinhas, tecidos, cores, tessoura, agulha, argolas. Nada se repete.
Um novo projeto. Enfeites - colares com arte. Peça por peça, nasce a mescla de cores, de belezas. Estou apaixonada pela idéia. Gosto do artesanal, do particular, do criar e de poder ver as pessoas mais bonitas.
É tão bom quando sabemos que aquela unidade é singular.
O feito a mão. 
E assim, sempre surgem histórias e desejos que trazem entusiasmo.
Variedades.
Dizem que quem faz muita coisa, não toca a nada em profundidade.
Ora, nada como experimentar.
Ousar.
Adaptar o que se faz ao momento que se tem.
Ir, vir. Fazer. Abandonar. Lembrar. Destruir. Tentar. Refazer. Transpor. Esperar. Criar.
Toda a superfície que se toca com arte e amor já faz o bem.

Filme - Uma mente iluminada

O filme é bem interessante.
Pra quem gosta de colecionar tudo que encontra pelo caminho, descobre aqui um belo exemplo. Jonathan coleciona objetos e materiais que servem de lembrança do seu passado familiar - uma forma de não esquecer os momentos e preservar a história.
Jonathan (Elijah Wood) é um jovem judeu americano, que vai até a Ucrânia em busca da mulher que salvou a vida de seu avô na 2ª Guerra Mundial. Ele é auxiliado nessa viagem por Alex Perchov (Eugene Hutz), um precário tradutor que mais atrapalha do que ajuda, e pelo avô de Alex, um motorista mal-humorado que anda sempre acompanhado de seu estimado cão, batizado de Sammy Davis Jr.
Durante a jornada o inusitado quarteto descobre segredos sobre a ocupação nazista e a cumplicidade do governo ucraniano da época.
O rapaz que o acompanha, Alex, sempre dizia que o passado é o passado e ponto final. Mas com a presença do nosso colecionador passa a revisar a importância das recordações.
É uma história sobre o tempo. Belas paisagens. Admiração.
Ganhou o Prêmio Lanterna Mágica, no Festival de Veneza.

Filme - A defunta Correia

"O curta de Nicolas Gambois (2007) nos apresenta dois amigos, um Belga e um Francês, que viajam sozinhos pela Argentina, acabam se perdendo no meio de um deserto muito quente na Cordilheira dos Andes. Depois de uma caminhada muito cansativa e de um encontro com um fenômeno local (La Difunta Correa), chegam a medir a profundidade dos seus medos e as fronteiras de suas certezas, entre a fé e a insensatez".

Quem já passeou pela Argentina deve ter notado aquelas casinhas com uma imagem onde as pessoas deixam garrafas d'água. Acontece que um dia, uma mulher desesperada para encontrar o marido, saiu com o bebê a sua procura. Ela se perdeu e após alguns dias a encontraram morta no deserto por sede e exaustão, mas o bebê estava a salvo e se alimentava. Todos acharam que ela foi uma santa por conseguir manter o filho vivo. Então, todas as pessoas que acreditam no fenômeno local, deixam uma garrafa de água como um símbolo de proteção e boa sorte.