Show - Tum Tum Tum e Tambores de Minas


O espetáculo "Tum Tum Tum e Tambores de Minas" celebrou a bela parceria entre voz e percussão. Nele, a cantora e compositora Déa Trancoso se uniu a sete percussionistas mineiras para apresentar algumas peças da cultura popular brasileira, algumas dessas, já registradas em seu trabalho solo no álbum "Tum Tum Tum".
Na apresentação no Unimúsica, Déa dividiu o palco com as percussionistas Analu, Alcione Oliveira, Daniela Rennó, Samantha Rennó, Flora Lopes, Maria Milagros Vazquez e Bruna Bizzotto, todas moças jovens e talentosas que levantaram fortes aplausos da platéia.
Entre os instrumentos, tambores mineiros, pandeiros, tamborim, vibrafone, triângulo, palma de mão e patangome.
A vocalista Déa Trancoso além de ser cantora também compõe, apresentando uma linda canção de sua autoria.
Seu primeiro disco, "Tum Tum Tum", recebeu quatro indicações ao Prêmio de Música Brasileira de 2007 e acaba de ser relançado pela Biscoito Fino.
O show já passou por diversas cidades brasileiras e ainda em alguns países como Itália, França e Portugal.



Déa Trancoso aprensentou esse show com muita leveza e originalidade.
Voz e corpo que interagiram com o espaço do início ao fim.
Com o teatro quase cheio, elogios carinhosos partiram de diversos pontos da platéia. 
Ficou a sensação de realmente ter sido algo único, expressão da pura arte de cantar, tocar e atuar de belas mulheres que enfeitaram a noite de todos nesta quinta-feira.
     
Algumas canções:
Ladainha para os orixás
Tupinambá
Galho por galho
Piãozim de ouro
Curiatá
Coco da véia (coco)
Nanã (acalanto)
Vestido curto (batuque)
Passarinho pintadinho (lundu)
Luandas (maracatu)
Grande Poder (coco)
Guriatâ (boi)

Noite de estréia - John Cassavetes

Um título teatral e atuações teatrais, nesta obra prima de Cassavetes.
Gena Rowlands, como uma atriz em crise por não querer encarar o fato de estar envelhecendo, entra em um redemoinho emocional atormentador após a morte de uma fã, poucos instantes após um estranho e próximo contato.
Há uma extraordinária sequencia, que se inicia na saída do teatro, envereda-se pela rua com uma iluminação noturna e artificial sobre a rua, entra no carro e já não consegue esquecer o episódio.
É como se a morte da garota (que se parecia com ela) intensificasse ainda mais a sensação de sua própria morte (através do medo da idade).
Tudo isso se torna a base para o início mais evidente da queda emocional da atriz.
O filme é acompanhado por uma música em ritmo grandiloquente que surgirá por diversas vezes durante o trancorrer da história, deixando no ar uma sensação estranha, que na realidade, representa mais uma maneira de intervenção do diretor, com o provável propósito de evidenciar o espetáculo, afastando-o e o posicionando acima da vida comum.
(Opening Night - 1977/EUA)

Filme - O casamento de Margot


Do diretor / roteirista indicado ao Oscar Noah Baumbach (A Lula e a Baleia, 2005), esta é uma verdadeira, ousada e divertida análise do carinhoso, absurdo e às vezes exasperante relacionamento entre irmãs. Este filme desnuda todos os aspectos da comédia humana. Margot (Nicole Kidman), uma brilhante escritora de contos, selvagem e de língua afiada, que cria o caos por onde passa, faz uma viagem de surpresa ao casamento de sua liberal irmã Pauline (Jennifer Jason Leigh). Margot, com seu filho Claude (Zane Pais) à tiracolo, chega com a força de um furacão. No momento em que conhece o noivo de Pauline - uma artista desempregado (Jack Black) - Margot começa a plantar sementes de dúvida sobre a união.




Filme - Fatal (Penélope Cruz)

Direção de Isabel Coixet.
Neste filme o carismático professor David Kepesh (Ben Kingsley) diverte-se com a conquista de jovens e ousadas estudantes, mas sem deixar que uma mulher se aproxime demais. Já foi casado, mas acredita que foi um erro entrar na (Instituição Casamento). Um dia conhece a linda e sedutora Consuela Castillo (Penélope Cruz) em uma de suas aulas. A jovem moça o cativa e o perturba. O desejo de David por Consuela se torna uma obsessão capaz de transformar sua vida.
Fatal explora o poder que a beleza tem em cegar, revelar e transformar as pessoas.
É marcante no filme os limites em uma relação. David com trinta anos a mais que Consuela, vê a diferença de idade com insegurança. Para ele, mais cedo ou mais tarde, ela iria se cansar dele. Os conselhos do seu melhor amigo também o perturbam. Interessante pensar como o medo de perder uma felicidade no fututo, compromete todo o prazer em viver o presente.É um filme bem denso que aponta pra fortes personalidades. 
Apenas não gostei do final. Fechar com tanto drama não parece ter sido uma escolha feliz. Mesmo assim trata-se uma obra bem poética.    

Filme - A última noite de Boris Grushenco


Vale a pena assistir a esse filme.
"Allen reinventa a si mesmo mais uma vez com a sátira que é uma dissecação eclética e incrivelmente divertida da alma literária russa. Um dos filmes mais visuais, filosófico e intelectualmente elaborado".

Um russo (Woody Allen), na véspera de ser executado pelos franceses por um assassinato que não cometeu, recorda toda a sua vida desde criança até ser forçado a se alistar e defender seu país da invasão napoleonica, que ironicamente lhe propiciou condecorações quando se tornou acidentalmente um herói. No entanto sua situação se complica, pois se casa com a mulher que sempre amou, mas esta planeja matar Napoleão.
São episódios de questionamentos e de instantes que nos levam a ver o quanto as pessoas são semelhantes em suas escolhas.

Filme - Zelig


Um filme bem interessante ao estilo Woody Allen.
"O Sr. Personalidade? Ou o Sr. Desordem de Personalidade?"
Pseudocomentário sobre uma crise de identidade.
Leonard Zelig é um artista camaleão, cuja insegurança totalmente neurótica obriga a imitar - física e mentalmente - qualquer pessoa que esteja em sua companhia. Seu desejo era de ser aceito e admirado por toda a pessoa a qual se aproximava. Assim, perto de um índio, sua expressão e gestos tornavam-se típicos da cultura deles. Também sofreu transformações junto a judeus, gregos, gordos, idosos, enfim, os outros é quem moldavam a sua personalidade momentânea. O impressionante é que a fala e conhecimento sobre as diferentes profissões que "imita" parecem reais. Fazendo tratamento com a doutora Eudora Fletcher (Mia Farrow), Zelig cura-se lentamente, e durante o processo vai de "piada" a celebridade nacional. Fica noivo de Eudora. Mas, de repente, várias acusações de diferentes pessoas surgem, pedindo a punição de cada um de seus atos em determinadas personalidades. Furto, bigamia, atendimento médico, consertos, etc. Todos vieram a atormentá-lo e Zelig já não é mais adorado pelo povo. Decide sumir, esconder-se. Eudora, de tanto procurá-lo acabou desistindo, até que um dia percebe a semelhança com um soldado nazista em um programa de televisão. Imediatamente a doutora viaja para a Alemana e em meio a uma multidão vê Zelig em um discurso de Hitler. Ao vê-la, a mente pluralista de nosso jovem homem, lembra de todo o passado e de quem realmente era.
No final, paciente e médica aprendem o fundamento da vida: Ser amado.
A maior parte do filme é em preto e branco, exceto pelas entrevistas com pessoas da época do episódio.   
*1983    
*Indicado ao Oscar em duas categorias.