Jantinha na Lovete


Apenas alguns detalhes





Essa torta de sorvete estava deliciosa.
Aliás, tem que ser a original mesmo.

Duas surpresas

Um casal diferente passeou pela casa hoje





Esses nem precisam de convite!
LINDA É A NATUREZA

Obrigada

Filme - A igualdade é branca


TRILOGIA DAS CORES
"Enquanto houver a incompreensão, homens e mulheres viverão a desigualdade"

A "Igualdade é branca" faz parte da Trilogia das Cores do mestre Krysztof Kieslowski, que tem como lema as cores e os lemas nacionais da França: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

No filme, o polonês Karol casa-se com a francesa Dominique e muda-se para Paris. O casamento não dá certo e Dominique pede o divórcio. Karol passa a viver como mendigo na capital francesa. Conhece e faz amizade com um polonês que vive em Paris. Este o ajuda a voltar para a terra natal. Após muitos contratempos, ele consegue enriquecer e, ainda apaixonado, trama uma inusitada vingança contra a ex-mulher.  

Restaurante - Joaquim Assador

Um recanto de lugar
Pra quem gosta de uma refeição simples e saborosa, vale a pena conhecer o restaurante bar Joaquim Assador.
Servem assados, petiscos, bacalhau, massas especiais, saladas orgânicas, sobremesas e bons vinhos.
Neste local, a sensação é de estar em um típico restaurante gaúcho, com produtos servidos nas melhores cantinhas regionais.

De terça à sexta - almoço executivo
Terça à sábado - happy hour e jantar
Sábados e domingos - almoço e a la carte


Para acompanhar nosso almoço, a sugestão do chef foi um Milantino cabernet sauvignon. Uma ótima escolha do Vale dos Vinhedos. Um vinho tinto seco com aromas que lembram chocolate, especiarias e baunilha. Teor de acidez discreto e maduro. Ideal para acompanhar carnes vermelhas e pratos mais temperados como foi o caso.

Na sequencia, após uma leve salada, um escondidinho de charque.
 Uma delícia servida bem quente, com purê de mandioquinha e muito queijo derretido.  Que diferente, heim.

Um petisco básico também acompanhou o arranjo. 

Os pratos quentes são caprichados. Tudo vem fervendo em pequenas panelas de ferro. O feijão estava muito saboroso - bem temperado com o caldo denso e os grãos ao ponto.

O Joaquim Assador
 fica na Avenida Palmeira, 605
Petrópolis
Fone: 3012-9237


Filme - Ander

Um filme marcante sobre as escolhas individuais.
Ander, fazendeiro quarentão, leva uma vida rotineira e estável. Ele mora com a mãe e a irmã numa área remota do País Basco. Passa seus dias entre o emprego numa fábrica de bicicletas e o trabalho no campo. Quando quebra a perna em um acidente, decide contratar José, um imigrante peruano, para ajudar no serviço. Em pouco tempo, os dois homens transformam-se em grandes amigos, e Ander descobre sentimentos que até então desconhecia. Ele vê seu relacionamento com amigos e parentes ser alterado, e precisa decidir se deseja realmente incluir José em sua vida.

Estação do Café


Um lugar para contemplar

Pelas andanças nessa estrada, descobri um lugar muito especial. Trata-se de um pequeno barzinho e café localizado a exatos dez quilômetros de Farroupilha, na Serra Gaúcha, sentido Garibalde.

O ambiente é acolhedor e a decoração inspira a qualquer artista. A casa serve variados cafés e conta com uma boa lista de vinhos, incluindo Benegas e Casa Silva. Nas sextas, o foco são as pizzas. A de calabresa picante e tomates secos com rúcula estavam deliciosas.

Vale a pena conferir esse lugarzinho acolhedor. No inverno, também serão servidos caldos quentes e variados.
Música ao vivo também nas sextas.  
As paredes são decoradas com fortes cores e trabalhos de diversos artistas, incluindo criações de Farroupilha e Caxias.
Minha surpresa foi encontrar um desenho de Iberê Camargo sobre o tema "O homem da Flor na Boca" - peça teatral de Manoel Aranha (parente da dona do bar).

 Ainda em Farroupilha inaugurou recentemente um outro local bem interessante: Croasonho Café. Este fica bem no centrinho da cidade.
 A decoração não deve nada aos lugares mais charmosos da capital.
Falta ir conferir!

Ainda nada sabemos sobre o ser

O terremoto ocorrido no Chile em fevereiro ainda choca por suas consequencias. Além da perda material básica e de perdas humanas, a decadência moral é algo que perturba e preocupa.
Segundo o Jornal da Universidade de abril "três dias após o abalo sísmico, moradores tanto de bairros periféricos como de regiões de classe alta e média saquearam estabelecimentos comerciais, assaltaram edifícios públicos e residenciais. Alguns chegaram a praticar atos de vandalismo, incendiando e destruindo construções e instalações de infraestrutura".
Tentamos imaginar o pavor e o medo que tomou todo o país. Como podem pessoas que pareciam "normais" e que não tinham antes praticado nenhum delito, se aproveitar de uma circunstância de caos para extravasar seu instinto mais animal e grotesco? 
"Os materiais roubados nos centros e nas áreas comerciais das cidades mais devastadas viraram mercadoria para venda nos bairros residenciais mais pobres. Enquanto isso, a polícia e os bombeiros dividiam o tempo entre o resgate de mortos e feridos e a coação aos crimes, sem contar a agravante da falta de iluminação".
Como explicar esse fenômeno? Vemos grande semelhança com o livro (e filme) "Ensaio sobre a cegueira".  O foco dessa obra de Saramago nem é mostrar como a debilidade física pode afetar a vida humana, mas sim apontar para o "terremoto interior", o desmoronar completo de uma sociedade que perde a sua civilidade. Da mesma forma, como na vida real de todas aquelas pessoas no Chile, oportunistas passam a criar um caos ainda maior do que a causa primeira. É impressionante como as pessoas parecem se tornar outras mediante certos episódios. Igualmente, temos o exemplo menor de acidentes, em que as pessoas furtam a carga de caminhões ou até se apossam dos pertences das vítimas.
Certamente percebemos uma forte distinção hoje entre a diversidade humana. Ainda bem que há essa diferença e que ainda podemos contar com pessoas cujo coração parece ser maior do que de vários outros seres juntos.
O que existe no mundo pode se manifestar no grandioso e também em atos mesquinhos de menor intensidade. 
Não passei ainda pela experiência de ver fisicamente atos de vandalismos empreendidos por um grupo. Apesar disso, observo o quanto estamos cercados de seres que não dão a mínima para o outro e não respeitam limites. A verdade é que além do mundo estar super populoso, cada um precisa de muito espaço e muitos bens para sobreviver. Notamos aqui que o dinheiro e o poder não valem nada para a moral. Quantas vezes nos sentimos perturbados por aqueles indivíduos que gritam ou falam alto, bebem e comem como animais selvagens, falam mesquinharias, dirigem como loucos e ficam por aí espalhando mal estar por onde passam. É sim, dinheiro não traz elegância, bom gosto ou caráter. As pessoas ainda não perceberam que nada disso tem importância. O que vale nesta vida é cultivar o bem, o amor e a amizade por aqueles que admiramos e que nos trazem bons momentos.
Penso que todas as pessoas querem viver com paz, amor e felicidade, mas quando se comportam mal umas com as outras é porque alguma dessas qualidades estão em decadência.
Acredito que todos somos energia. Uma forma de poder que só pode se manifestar quando a percebemos e desenvolvemos. O maior castigo para aquele que faz crueldades é continuar sendo ele mesmo, sempre e sempre.